terça-feira, 20 de julho de 2010

Resurrection

Veja só quem ainda existe: meu blog!!!

Há quase um ano que não posto. Não por ter perdido o gosto pela escrita, mas por ter optado não me expor tão cruamente como julgava fazer em tal recinto.
Eis que recentemente fui instigada a resgatar certas reflexões que há muito não desenvolvia e, escrever, pra mim, sempre foi a melhor forma de assimilar ideias e dispor pensamentos.
Esse post é apenas uma reinauguração... em breve (ou fusa, quiçá) eu escrevo minhas divagações acerca do que me der na telha.

Só a nível de atualização com relação a âmbitos básicos e práticos della mia vita, por ordem de relevância:

Abdiquei de ser uma mal-paga professorinha de música; é, eu larguei o curso do IPA pois não tinha perspectiva de carreira alguma, visto que licenciatura, por si só, já é uma opção execrante do ponto de vista de alguém que aspira ascensão financeira e não bastasse a docência como foco, ainda ter música como objeto de estudo em um país que vomita Mc Créus, Restarts, e congêneres, seria por demasiado frustrante. Ser professora em um país como o nosso, é algo que um dia foi bonito vislumbrar no meu imaginário, mas ao me deparar com a realidade educacional brasileira, acabei dando pra trás (ui). Tudo é muito bonito na teoria... Ideais de progresso, redenção espiritual e blablabla, mas a vida real me fez ver que o que faz diferença mesmo é tu poder escolher entre comer um guizadinho e um filé mignon (embora eu prefira um vazio levemente mal passado S2).
Mas enfim, isso tudo rolou no 2º semestre de 2009, quando eu simplesmente parei de assistir às aulas e comecei a fazer um curso técnico de informática. E eis que agora, em 2010, resolvi adentrar de vez nesse tão contraditório mundo da TI (fazendo Análise e Desenvolvimento de Sistemas). Mundo esse que te faz suspirar com as ofertas abundantes e salário polpudos e também te enlouquece com tanta informação (TI, Tanta Informação... hmmm, agora tudo faz sentido).

Sair do curso de música fez com que eu passasse a me relacionar com ela de uma outra forma... Forma bem mais visceral, visto que não a vejo mais como um instrumento de ganha-pão, de profissão, de obrigação. Fiz uma banda de hard rock lado J, mas só durou 2 meses e agora to suprindo minha necessidade bandística com uma banda de pop e rock oitentista (a Coverflowers) onde toco teclado e dou uma de vocalista em algumas músicas. Ainda não é exatamente o que eu aspiro musicalmente; eu gostaria mesmo é de ter uma banda autoral, mas enfim, cada coisa a seu tempo.

Virei uma boêmia de carteirinha; não por opção, não por maioria de votos. Foi apenas o curso natural das coisas... fazer um curso tão mentalmente estressante exige compensações proporcionais à tamanha exaustão, e quanto mais válvulas de escapes eu puder agregar à música, melhor pra mim (e pior pros meus estudos).

Desde dezembro de 2009 eu estou solteira e a cada dia que passa, tenho mais convicção de que ser solteira não é só a opção mais viável, mas também mais compensatória e coerente com meus objetivos e minha linha de pensamento atual, que foi se construindo desde o início desse período de avulsidade amorosa.

Bem, sem mais delongas, isso é o que eu julgo relevante saberem, a nível contextualizatório, visto que meus rabiscos geralmente versam a respeito de aspectos práticos da minha floreada existência.

Até mais ver, caros leitores! (e baratos leitores também... vai que o Gregor Samsa esteja aí pelas kebrada, né manowww)