domingo, 30 de agosto de 2009

"A mão que bate, é a mesma que acalenta"

É a metáfora perfeita para descrever o amor.
Assim como ele pode dar graça e vida às coisas, pode fazer o extremo oposto também.
É o sentimento que mais pesa sobre nós... nos faz conhecer os sentimentos mais intensos, obscuros, atordoantes que são capazes de existir dentro de cada um.

O amor é um sentimento tão poderoso que te faz acreditar em coisas que nossa razão condena, coisas que ela sabe que são improváveis e até impossíveis. Mas isso não importa, pois a esperança e a perseverança são sentimentos que vem junto no pacote "amor".

Existem relacionamentos baseados em sexo, em parceria, em amizade, em divertimento, em praticidade, em cumplicidade...
Todos esses tipos de relação, quando terminam, não parecem ter um impacto tão grande quanto as que são baseados em amor.

O amor nos faz crer em sua auto-suficiência, nos faz acreditar que tendo-se amor, como diria James Hetfield, nothing else matters. Mas o fato é que o amor não passa de uma motivação pra que as partes envolvidas se empenhem em fazer o namoro dar certo.
Estar em um relacionamento é uma responsabilidade, assim como outra qualquer... A partir do momento em que tu te compromete com uma pessoa, o que acredito ser o pressuposto de um namoro, esse compromisso deve ser levado a sério de forma à teres a incumbência de fazer isso dar frutos, ou seja, fazer a relação funcionar.

Nem sempre é fácil manter-se cônscio disso e do quão importante é essa dedicação, porque o amor também nos acomoda, nos faz ganhar peso, excesso de segurança e faz-nos esquecer que é preciso investir constantemente na relação. Mas, ao menos comigo, só de olhar pra carinha linda do meu namorado e pensar em todas coisas maravilhosas que ele me faz sentir, já me sinto suficientemente motivada a cumprir até os horários mais rígidos, em troca, apenas, de um motor em bom estado de funcionamento.